07 novembro 2006

Tipo Exportação

Bruna Maia

"Quero exportar a equipe para ensinar meus alunos a organizar um evento". A frase é de Arnold S. de Beer, jornalista sul-africano, proferida durante a "Brazil Conference". A equipe "tipo exportação" trabalhou nos diversos aspectos da produção do evento internacional e do SBPJor, e é formada principalmente por alunos do curso de Relações Públicas da

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob a coordenação da produtora culturalda Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO), Anajara Carbonell Closs.

As reuniões preparatórias dos congressos começaram em dezembro de 2005, mas Anajara diz que seu trabalho de organização começou a se intensificar em maio de 2006, quando começou o planejamento da estrutura e a busca por apoios e patrocínios.

- O início foi mais difícil, alguns poatrocinadores só conseguimos depois, outros que já haviam oferecido apoio desistiram por questões burocráticas. Organizamos com o orçamento que tínhamos, não podíamos contar com algo que ainda não havia entrado.

_____________________________________foto: Leandro de Oliveira
Anajara Closs, Vivian Temp e Anelise Boff

Mas essas dificuldades iniciais foram superadas e nos 5 dias de mesas e debates não houve grandes problemas além daqueles causado pela falha de um computador ou do ar-condicionado. Mas para resolver os problemas, havia o estudante Pedro Sander.

- Sou o Severino, quebro galho.

Apesar de ser estudante de publicidade ele se envolveu na esquipe de apoio porque gosta de estar em contato com a faculdade.

- É bom participar de um grande evento internacional, conhecer pessoas que eu não conheceria.

No longo período de produção, Anajara contou com a ajuda da bolsista Anelise Boff, estudante de relações públicas, contratada no início de agosto. Anelise diz que, quando ingressou, aspectoS como os locais que sediariam os eventos já estavam acertados.

- Tinha que cuidar de detalhes operacionais, fazer contatos com fornecedores, orçamentos. Uma das partes mais preocupantes foi montar as equipes: monitores de sala, recepção, coffee brake, translado, material etc.

Anelise afirma que depois que os eventos começaram, os alunos se engajaram com afinco e a preocupação com as escalas se dissipou. Durante o tempo que durou essa entrevista ,várias pessoas pediram informações e ajuda, mas a Anelise se mostrou incansável.

- Eu gosto saber que sou responsável por algumas coisas e tenho que fazer isso acontecer.

Para os estudantes, a experiência significou a participação em um projeto que envolveu pessoas de 5 continentes. Thais Lemos Leite integrou a equipe de material, responsável por montar as pastas que cada participante recebeu. Mesmo com uma equipe elogiada, Thais diz que se houver outra edição vai ser ainda melhor, pois já haverá uma avaliação do que funcionou e do que poderia ser feito de outra forma. Mariana Todeschinni, que trabalhou todos os dias nos dois congressos, só reclama por não poder assistir os trabalhos dos pesquisadores, mas sabe que isso "isso faz parte" do trabalho.

___________________________________________foto: Juliana Maia

Cerca de 50 alunos se envolveram no atendimento dos congressistas, participantes e palestrantes da I Brazil Conference e do IV SBPjor. Entre eles, não há quem diga que não valeu a experiência.

- É uma experiência maravilhosa, cansativa e estressante, mas muito gratificante, diz Anajara Carbonell Closs.